Jose Terras Ze Terras Na minha familia, aconteceu, o meu irmão mais velho diferença de dois anos, embarcou em 1961, logo, eu assentei praça em 1963, fiz a recruta Elvas CICA-3 tirei a especialidade, condutor Trem-auto, Av.Berna, fomos 10 escolhidos para condutores de elite, distribuídos por quartel general, condutores de altas patentes, esmerei-me, troquei o bivaque por o boné, ao fim do dia íamos deixar a viatura na garagem militar Av. Tomaz Ribeiro cheguei a levar o mercedes para casa com autorização, mas recomendado de não estacionar á porta do cinemas nem de tabernas, para estar mais livre, após serviço desarranchei. estava a levar uma tropa em beleza, eis que sai á ordem para ir de férias um presente envenenado,vou a secretaria o sarg. disse estava mobilizado,_só podia ser engano, não dei as habilitações (1º ciclo=2ºano) e constava-se que não podiam ser mobilizados dois irmão da mesma classe, o sarg. sensibilizado fez questão de lembrar que o meu irmão, estava a terminar a comissão, e eu estava condenado dado ao ano da rendição em força,aqui começou o meu descalabro, era suposto unificar o comando no reg.inf.1 Amadora, onde íriamos embarcar, raramente lá permanecia, era um desenfiado, valeu-me o meu grande amigo Simão que me tirava as faltas e ainda fazia o favor de me transmitir as evuloções, que com esforço se deslocava á mercearia em Marvila, " ainda hoje após 50 anos mantemos o que se chama verdadeira amizade" lá embarcamos á chegada a Luanda estava o meu irmão á minha espera, tambem fiz questão de fazer 1.000kms ( parece que é a distancia Nova Lisboa / Luanda) para assistir ao embarque dêle Em Nova Lisboa outro presente com veneno, os condutores foram dar instrução aos rec. rica tropa durou pouco, formar comando do sector D, Muxaluando. zona dos Dembos, o ponto de abastecimento era Nambuamgongo, e os frecos de dornier e dali para Stª. Eulália e eu para a RUCA,
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quarta-feira, 14 de agosto de 2013
quarta-feira, 15 de maio de 2013
Memorando do Zé Terras !

Manuel Silva carregou um ficheiro.
MEMORANDO
AO 1º CABO MOUSINHO PARA NÓS O OLHO AZUL DO COMANDO DO AGRUPAMENTO 10, CHEGAMOS A LUANDA, EM 18 DE SETEMBRO DE 1963, APÓS 15 MESES, LÁ NO NORTE, CHORASTE, QUANDO EU FUI PARA A PRISÃO, SENTISTES A INJUSTIÇA, COMO EU SENTI A TUA MORTE SEM PODER AJUDAR TE, SENTI AS LÁGRIMAS A CORREREM PELO ROSTO E CHOREI, NÃO DE DÔR, PORQUE OS HOMENS NÃO CHORAM, MAS DE RAIVA, O QUE É QUE EU FIZ? A MINHA MENTE ENTRA EM EBULUIÇÃO A MEMORAR, ONDE QUER QUE ESTEJAS, ESTARÁS NA MINHA MEMÓRIA SEMPRE… ZÉ TERRAS.
AO ALFERES MIL. JOSÉ MANUEL AZEREDO PAIS A SUA BONDADE ,SUBTILEZA, EDUCAÇÃO O RESPEITO PELOS SUBALTERNOS A SUA PERSONALIDADE FORTE, FICOU NA MINHA MEMÓRIA, ASSIM COMO O VÍTOR MANUEL AZEVEDO CASTELO BRANCO "O DIPLOMATA " DE UMA INTELIGÊNCIA RARA.
AO CELESTINO DO CARMO PEREIRA E AO JOAQUIM JOSÉ CAPELA DE CRISTO QUE ME LADEARAM NA CAMARATA E QUE TANTAS VEZES ME CONFORTARAM, ADMIRANDO -ME POR TER CINCO ANOS DE ANGOLA, ESTAVA NO HOSPITAL DE LUANDA A TRATAR DOS FERIMENTOS DA EMBOSCADA SOFRIDA NA CAMEIA, ADVINHAVA-SE A TODO O MOMENTO O RESSENTIMENTO DO IN. NAQUELAS MALDITAS EMBOSCADAS DE 27 E 28 DE MARÇO DE 1968 TOMBARAM SEM OS PODER SOCORRER, A TODOS OS MEUS CAMARADAS MORTOS VAI O MEU FROFUNDO SENTIMENTO E A MINHA REVOLTA PORQUE OS HOMENS NÃO QUISERAM QUE A PÁTRIA FOSSE DUAS VEZES A NOSSA MÃE E AO DAR A VIDA POR ELA, FOI EM VÃO......
MAS….EM VÃO, NÃO VAI O VENTO DA HISTÓRIA PELA VOSSA MEMÓRIA O SEMPRE,… ZÉ TERRAS.
10 de Junho de 1968.
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