terça-feira, 28 de maio de 2013

Operação Canacassala

Operação especial – Canassala –, que durou oito dias, era necessário limpar a área entre a Beira Baixa e Nambuangongo, onde se começava a abrir a picada do Canacassala. Deixaram-nos na Beira Baixa e começámos a caminhar pelo trajecto onde iria ser aberta a nova picada. Fomos atacados logo no primeiro dia. Um dos guias ficou ferido. Pedimos apoio aéreo e continuámos. Ao fim do quarto dia, verificámos que o outro guia nos estava a enganar. Levava-nos para locais onde o capim era altíssimo. Não havia água e houve quem urinasse e, com um comprimido de Olozone, depois bebesse a urina.
 
 


Manuel Silva No que diz respeito á operação na Mata Canacassala, acrescento que para mim foi terrivel a falta de água, com aquele calor tórrido do norte de Angola, levando um cantil de água que bebi no 1º dia e na manhã do 2º dia, havia a informação que pelo fim do 2º dia aparecia uma hipotética Ribeira ou Lago para nos reabastecermos desse liquido tão precioso, mas a realidade foi outra, não encontramos água nenhuma, eu comecei a sentir a insulação, no sitio em que nos deitámos para dormir a noite do 2º para o 3º dia existiam algumas Bananeiras, com o cacimbo da noite formavam-se bolhas de água nas folhas largas da Bananeira então logo que se começa a fazer dia eu tento dobrar as folhas da Bananeira e fazendo escorrer as bolhas de agua acumuladas tentei assim molhar a boca que já começava a ter espumas provocadas pela sede, iniciamos a nossa marcha do 3º dia andando á corta mato pois o nosso Comandante e bem, não queria que utilizássemos os trilhos do inimigo, sem aparecer água eu e mais Camaradas começamos a entrar em desidratação e ao fim desse 3º dia veio um Helicopetero reabastecer ração de Combate, ao verificar o meu estado O nosso Comandante pediu a minha evacuação, mas como já tinham sido evacuados uns quantos o Comandante da operação disse para o nosso Capitão que não devia perder mais efetivos ao que o nosso Capitão retorquiu, no estado que este rapaz está é melhor evacua-lo porque o estado em que está não oferece condições para continuar, Cabe-me aqui o Meu agradecimento Ao hoje Coronel Brito E Faro, pois eu já não tinha as mínimas condições, começava a entrar em estado de alucinação e quando cheguei á enfermaria de Nambuangongo e me deram água para beber isto após me terem injetado penso que uma grande seringa de Vitaminas e quando me queria tirar a água pois provavelmente devia dosear a quantidade a beber eu agarrei com as forças que tinha o copo e não queria que mo tirassem, este episódio foi-me contado por um Camarada que também tinha sido evacuado um pouco ante de mim, depois no 4º dia já não estava no terreno mas sei que os meus Camaradas ao avistarem um qualquer lago provavelmente de água da chuvas foram atacados por um enxame de abelhas que picaram tanto e os fez sofrer que nem um Cristo, eu lá fiquei em Nambuangongo até ter uma Coluna Militar que me trouxe-se de volta a Kicabo, o resto os que foram até ao fim sabem o mau bocado que passaram.


Manuel Do Souto A operaçao,continuou. De manha,descemos o morro onde dormimos,e entramos numa lavra;1 camarada subio acima de 1 mamoeiro para apanhar mamoes maduros que estavam la em cima,mas depressa desceu para baixo porque a ponta do mamoeiro foi cortada por uma rajada;sinal de uma embuscada.la respondemos,e os turras levantaram.Eu creio que os turras estavam avigiar as duas partes au mesmo tempo,porque era perto de onde dormimos.Eu arranquei umas batatas de mandioca verdes e amargas como o diabo que meti na muchila com as raçoes de combate,e la me ajudaram a matar a sede.hoje, toda a gente sabe,que essas batatas verdes, sao toxicas.Nao houve vitimas;la cotinuamos direçao sul,vimos o capim deitado,e fomos ver se havia agua;nem ve-la;a tardinha,chegamos a uma mata,onde encontramos 1 kimbo com varias cubatas,e la dormimos.estavam abandonados;a unica que nao estava abandonada,havia la cassumbes(galinhas para quem nao se recorda).Au outro dia,la continuamos,mais ou menos na mesma direçao.la num certo sitio,encontramos 1 pequeno lago de agua,ou um pequeno charco;quando o avistamos,houve muitos camaradas,que saltaram para dentro,e começaram a bebera agua sem o comprimido;a agua estava podre,porque se via a surface da agua uma espuma branca,era como a la de ovelha;nao tardou muito que começaram a ter formigueiro na pele;era o sinal da agua podre;la teve o enfermeiro de se ocupar de alguns.Passado isto la continuamos,pela tarde,começamos a houvir tiros au longe;paramos e acampamos para passar a noite.Montamos tendas,mas houve uns camaradas que queriam dormir melhor, foram buscar um molho de capim que estava cortado,e deitado no chao;quando levantarm o capim,tiveram de correr,porque debaixo desse capim havia um enchame de abelhas selvagens.Tivemos de fugir para longe,e houve alguns camaradas que fugiram e abandonaram as armas.Houve 1 ou 2 camaradas, que pediram para os matarem tam desesperados estavam com as abelhas;como ja era noite,as armas so foram recuperadas au outro dia.Durante toda a noite,o tiroteio au longe continuou, mas nao para nos.Eu creio que era uma companhia que andava a abrir uma picada,mas nao estou certo.Au outro dia arrancamos direçao poente,ate sermos recuperados para voltar a kicabo. Como nao me recordo do sitio onde fomos recuperados pelas viaturas,peço a quem souber,para acrescentar o sitio aqui na historia.E se se lembrarem de mais alguma coisa,acrescentem,ou retifiquem. 



Manuel Do Souto Bravo silva por este comentario;Eu tambem nunca esquecerei esse dia.Nesta operaçao, houve de tudo;1 ataque no fundo de uma lavra,1 charco de agua estragada ou envenenada em que 1 terço da companhia ficou logo doente;e 1 ataque de abelhas selvagens,em que alguns camaradas tiveram de fugir,e vir mais tarde recuperar as armas.au longe, houviam-se tiros dos turras para outra companhia,que nao me recordo o que faziam la.Uma picada?Um posto de segurança?Nao sei
 

Manuel Do Souto O comentario do Alferes Vacas,refere-se a operaçao au morro da pedra.Nao confundir com o morro da pedra verde.O morro da pedra verde avista se da picada cachito zala a esquerda.O morro da pedra foi P.I.da missao,margem direita da cunha e irmao,e margem direita do rio dange,para os que esqueceram
 


Manuel Silva Souto o comentário refere Morro da Pedra, e não Pedra Verde, por isso está correto, já agora aproveito para te avivar a memória quanto ao sitio da Pedra Verde fica na Estrada que liga o Caxito ao Quitexe e a Carmona neste sentido do lado direito depois de passar o Úcua, se eu errar peço que me corrijam, um Abraço
 


Elisio Nunes recordo que a malta depois de beber a água do pantano era só vomitar quem não pos as pastilhas dentro da água depois subimos ao morro ande avistamos e ouviamos no outro quartel eram atacados quando isso acontecia havia um turro que nos enviava uns tiros que passavam por cima de nós. Mas antes de subir fomos atacados pelo enxame de abelhas .fujimos deixanda mesmo as armas que tivemos de recoperalas depois No uotro dia andavamos com a cara inchada das picadelas


 


Manuel Do Souto Foi a pior operaçao que eu fiz com falta de agua,essa onde o Silva ficou doente;e outros camaradas tambem,com essa agua podre que encontramos,ainda pior.Eu mesmo assim,ainda aguentei ate au fim;mas nao me perguntem como,porque nao serei responder.Ainda bem, que na lavra onde fomos atacados antes ante de sobirmos o morro onde dormimmos arranquei umas mandiocas frescas que meti na muchila,ou saco da raçoes de combate,e como ainda estavam verdes,tenho a empressao que foi o que me salvou da sede.Para saber a verdade,temos de fazer outra patrulha,e apanhar as batatas da mandioca verdes;depois ja saberemos a verdade.Estou a REINARcamaradas.mas a mandioca verde, foi verdade que as apanhei depois da embuscada ter terminado;a lavra estava cheiade mandioca, e papaia,ou mamões.

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