A caserna deles era ao fundo se me nao engano. Havia dois desses volontarios, com quem eu simpatizei um alto e magro, e um baixo e gordo; os nomes ja nao me recordo.
O magro convidou me para ir com ele à caça, durante a noite seguiamos a picada que saia em frente direçao ao P.I. da missao; e a uns 800 metros ou talvez 1 Km, a frente viravamos a direita e ele acendia um farolim que levava na testa , andamos ate um charco de agua que havia no meio da mata.
Eu tenho a impressao, que era uma fazenda de café, mas como era de noite e nao se via nada, nao estou seguro. ja bastante distante da picada, ele disse-me; para nao fazer barulho de repente disparou 3 tiros com 1 caçadeira a zagalotes, e matou 3 gazelas; nao 2 gazelas e 1 viado, que estavam a beber agua, porque dois cairam na agua; nao tinhamos armas, ele tinha a sua caçadeira, e eu apenas granadas no bolso, lá carregamos os animais as costas, e viemos para o quartel, pesados como o diabo, passamos a noite a arranjar, e a fazer as miodesas que comemos já de madrugada, tinhamos um bom vinho.
Ao meio dia, voces foram comer à cantina, e a noite tambêm, mas eu fui comer com eles essas duas refeiçoes, convidamos dois camaradas, que a nao me recordo quem foram. Comemos bem, sobretudo, que foi nessa altura que nos andavamos a comer feijão com chouriço, à vários dia, em virtude de existir um problema de reabastecimento.
O que me surpreedeu mais, foi a distância que andamos na mata desarmados, e ele nao tinha medo nenhum. Dizia com a gente nao ha perigo, e era verdade, ele era voluntario, mas eu nao, mas como era um amigo e eu ja estava farto do feijao com chouriço, fui com ele.
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